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Monica :: My Profile (4097 views)
Status: Observo a noite desnudar-se do dia num sono triste. Vislumbro a tempestade do sonho. Alma que chora no silêncio vivo. A tristeza solta um tremor. Saudade! E eu permaneço aqui...eternamente submersa... - Reply »
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Female

Birthday

November 10

Location

Fundo do mar, Portugal

About Me

Minh'alma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!

É fágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minh'alma é a Princesa Desalento...

Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!

O luar ouve minh'alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...

Florbela Espanca




Sou eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.

Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconsequente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.

E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.

Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.

Basta! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo
- A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.

Basta, sim basta! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.

Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.

Sou eu mesmo, que remédio!...

(Alvaro de Campos)


Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...

(Alvaro de Campos)


Eu
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino, amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

(Florbela Espanca)


Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

(Florbela Espanca)

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Derradeiro Entardecer : Sep 1, 2008
Oiço os ecos do silêncio
Na noite porque desdenho a luz
E na tropelia da tristura
Vestes negras numa triste brandura
Que me seduz e reduz
Existe um bosque sombrio impávido
Pelos como eu adorado.
No meu derradeiro olhar
Sinto a palidez a desbotar
Entrego-me ao crepusculo rendida
Com imagens trémulas
Revejo uma vida perdida
Viagem degradante
Que assim desaparece num instante
Os sonhos murcham desvalidos
Já sem força para medonhos gemidos.
Temerosa luz que me cega
E aos corvos me entrega.
Os olhos desencantados
Cabelos sequiosos e mirrados
Faminta vontade de partir
Para novamente das cinzas ressurgir
O pragal frio fugiu
Na lapide ler-se-á:
Aqui jaz quem outrora nao existiu...

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Leave a comment for Monica {1}

Oct 4, 2008 7:50 AM
 
click to commentclick to commentclick to commentclick to commentclick to comment
 
Oct 4, 2008 7:20 AM
 
Bebido o luar

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.


Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.


Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.



Sophia de Mello Breyner Andresen
 
Oct 3, 2008 10:32 AM
 
click to commentclick to comment The distance can separate two bodies,but never two spirits... click to comment
 
Oct 2, 2008 11:26 AM
 

Hi5 CommentsBEIJINHOS GOTICOS!
 
Oct 1, 2008 10:39 AM
Alex says:
 
You are amazing Dark Kiss
 
Oct 1, 2008 10:25 AM
 
ola MONICA:) granda som no teu hi5.. beijo
 
Sep 29, 2008 7:19 PM
 
click to comment
 
Sep 29, 2008 6:00 AM
 
"A maneira de ajudar os outros é provar-lhes que eles são capazes de pensar" Autor:Câmara,Helder Image and video hosting by TinyPic
Imágenes para hi5

Image and video hosting by TinyPic Uma boa semana amiga :) Beijo**
 
Sep 29, 2008 3:20 AM
 
*.HaVe A MaGiCaL WeEK ;).*

Fantasy Image


Como pode uma lágrima
Marcar nosso coração,
Um adeus, uma saudade
Cadê a felicidade
Neste mundo tão hostil?
***..***..***..
Tenho vontade de voar,
Sumir, e nunca mais me enganar,
Busquei a sinceridade,
Num coração sem valor,
E como ficou meu amor?
***..***..***..
Destruí-se em partes pequenas,
Que não me servem para mais nada...
Por mais que eu tente juntar,
Ficou difícil de achar
E já não tenho mais esperanças...
***..***..***..
Sabe,
Não sou mais criança,
Onde toda aquela ingenuidade,
Tornava desamor em saudade,
E nos fazia mais felizes...
***..***..***..
Não,
Hoje o poder de uma lágrima,
É motivo até de morte,
Mata a esperança, o amor, a razão...
Nos faz sentir a emoção,
De estar jogados à própria sorte!!!
Sissa

*.KiSseZ.*
*.DArK ANgEl.*
 
Sep 28, 2008 7:13 PM
 
KISS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1 BLACK KISS
 
Sep 28, 2008 10:59 AM
 
Terra de sal share email
6:01 PM

Essa terra entrança-lhe o cabelo de salmoura.
Os gritos das gaivotas sulcam-lhe a memória como traineiras em mar revolto.
O cheiro da maresia é um perfume de evocações de Agostos idos.
Odores de creme Nivea, o da caixinha azul,
passados numa pele alerta, a imaginar toques proibitivos e sonhados.

Essa terra é um grito de exposão mar fora.
Passeios longos nessa areia partilhada de fulgores,
até deixar o sol morder a pele.
Solta nela o orgulho de mulher.
Traça-lhe os lábios o apetite de um beijo voraz.
Olhos castanhos rasgados de sonhos futuros!
Passeios largos,
rochas altaneiras,
esconderijos descobertos e partilhados.
Subidas fulgurantes em encostas a parir verde e cheiro a seiva.
Ameias de castelo debruçados em sons estereofónicos,
crias dadas à luz por carro veloz.

Essa terra debita-lhe na alma o sotaque arrastado
das peles curtidas pelo mar.
O som melodioso enrolasse-lhe na boca e transforma-lhe as vogais lisboetas em suspiros de sereia.
Traz-lhe em revoadas o espanto provocado da chegada.
Lembra-lhe os encantamentos induzidos,
quando desce de um autocarro,
quando sobe a ladeira,
quando brinca escondida na trama de um chapéu de palha.
Há fluxos de energia gerados pelos ventres quentes
nascidos da mente repleta e farta...insaciável!

Essa terra é um fruto que se come sôfrega
em pedaços carnudos e sumarentos,
mas também se mordisca e lambe até que o sal e o ácido lhe piquem a língua.
Ás vezes solta-se dela o cheiro do pão acabado de cozer,
morno e suculento numa madrugada.

Tem sons de quarto embebidos em desejo,
amálgama delirante de um romance bordado em desespero.
É uma paixão sonhada em vida, um rebentar pelas costuras.
Tantas ruas e esquinas cheias de pedras polidas
por onde deixou a vida escorrer.

Essa terra é-lhe mais fiel do que ela lhe foi.
Aceita-a de volta quando ela a renegou.
Debruçada sobre ondas em marés de Setembro
ela recolhe-a no seu útero,
ressuscita-a em procissão calcorreada
no cheiro de alecrim e rosmaninho.
Talvez os vultos que lhe rasgam a vida se entretenham
no apelo dessa baía.
Ela só quer lembrar o verniz às camadas,
o cabelo longo a cheirar a sol
os remos fendendo a água
as lapas brilhando no meio de ouriços do mar.

A pequena cama onde a criança dormiu
e a mulher sonhou, o gosto da farinha torrada,
vertida na boca que grita na brincadeira em génese,
são alguns dos alinhavos de que foi feita no tear da vida.

Essa terra tem lágrimas brilhando nas escamas
dos peixes saltitantes trazidos pela rede.
O vestido verde ajeita-lhe o primeiro soutien
escondendo-lhe e mostrando a pele suculenta
como um figo maduro.
Adolescência mergulhada em mar profundo,
pose altaneira de quem sabe o que vale.
Existe em si a semente dessa baía rasgada na serra.

Não importa quanto tudo mudou nela, na terra, na vida.
Essa terra é a sua alma e nesse mar fará a sua sepultura.




Margarida Piloto Garcia
 
Sep 27, 2008 9:11 AM
 
Image and video hosting by TinyPic
 
Sep 26, 2008 7:37 AM
 
click to commentclick to commentclick to comment "No if can reject the sadness, as well as no if can reject the shadow. Ostentatiously beauty of a landscape comes from the contrast among the light and the shadow" click to comment
 
Sep 25, 2008 10:55 AM
 
Volta para o planeta dos mortais...lol...saudades. Bjo
Recados e Imagens - Saudade - Orkut

Recados, Gifs e Imagens no Glimboo.com

 
Sep 25, 2008 10:34 AM
 
amor como estas un saludo desde cali colombia para ti graciaspor tu foto bb cuidate you are beatiful bb
 
Sep 24, 2008 4:28 PM
 
´´Pode a distancia separar-te dos teus amigos ?
Se queres estar junto de alguém que amas, não te parece que já lá estarás ?

NÃO HÁ LONGE NEM DISTÂNCIA...

parte do coração de um beija-flor para a descoberta de verdades que sempre conheceu...
sobre a amizade, o amor, o amadorecimento e a vida.
Esta viagem de descoberta pode levar-te onde quiseres e conduzir-te para junto de quem desejares.
E as amizades que não dependem do tempo nem do espaço encontrarão AQUI uma maravilhosa comunicação.´´

Richard Bach

ele antecipou-se e escreveu isto antes de mim :)

bjs. e tudo de bom INESQUECIVEL...MONICA
 
Sep 22, 2008 10:18 AM
 
Datas
Sep 22, 2008 6:03 PM

Datas são para relembrar.
Datas são para esquecer.
Dias, meses, anos,cronologia de vida.
Segredos preciosos como diamantes,
horas carpidas em rosários magoados,
anos repletos das maravilhas do desabrochar
dos suaves tremores
das feéricas paixões,
freios exteriores mas alma liberta.
Sonhos de uma ingenuidade pueril
tornada doentia nas dobras do tempo.
Datas expectantes, mal amadas na insatisfação da dura realidade.
Alegrias únicas, cintilações
tesouros guardados num imaginário a sépia.
Datas para esquecer em papéis rasgados,
imagens descoloridas e desfocadas,
sentimentos apanhados em teias de aranha
num sótão de fantasmas povoados.
Datas que nos deixam cicatrizes,
nos abrem e cortam com bisturis afiados.
Momentos em que a alma atinge a destruição,
os olhos fecham e arrancam de nós as já pálidas esperanças.
Dores paridas em sonhos estrebuchados,
abortos provocados pela tirania do que se sente.

E entrelaçado nesta renda de bilros,
traços misteriosos, alinhavos em obra incompleta.

Faço a contabilidade das datas,
Extraio do leito deste rio as poucas pepitas do ouro
que ousei resgatar à vida.
No fim olho-me no espelho
e não me reconheço nuns olhos de espanto sofrido.

Datas são para esquecer
e eu eternizo-me a lembrá-las
embrulhando em papel dourado e cintilante
o lixo que sobrou.
 
Sep 22, 2008 9:03 AM
 
obrigado linda pela lembrança...bjinhos...kto ao piu piu...arranjei um maior..eheheh
 
Sep 22, 2008 7:53 AM
 
Fantasy Image


.*.*.
*.*.*.*
.*.*.
Para que chorar,
Por um amor perdido;
É sonho do passado,
(Ou, caso esquecido)
Um passo que foi dado...
.*.*.
*.*.*.*
.*.*.
Para que chorar,
Por um amor perdido;
É beijo já roubado,
(Ou, coração partido)
Foi um risco calculado...
.*.*.
*.*.*.*
.*.*.
Para que chorar,
Por um amor perdido;
É barco naufragado,
(Ou, livro que foi lido)
Um romance ultrapassado...
.*.*.
*.*.*.*
.*.*.
Para que chorar,
Por um amor perdido;
A chance já foi dada,
(O peito foi ferido)
É um sofrer, por nada...
BUCHARA
.*.*.
*.*.*.*
.*.*.
*.HaVe A GrEaT WeEk.*
*.DEar FrIenD ;).*
*.kIsSeZ.*
Shadow Word generated at Pimp-My-Profile.com
 
Sep 21, 2008 1:47 PM
 
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: <>
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa



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