Nasceram um dia e, em pouco tempo, encheram-se de sonhos e ambições e tornaram-se fecundos.
Já adultos, num passeio de juventude, encontraram-se e nasceu o Amor. E este Amor e aquela fecundidade juntaram-se e, com eles, geraram filhos; e estes deram-lhes netos.
E a vida passou... E com ela a primeira noite, o primeiro Natal, o primeiro filho, o primeiro neto... E também a primeira dificuldade, a primeira divergência, a primeira zanga... E, se faze-las fosse possível, o saldo destas contas seriam manifestamente positivo.
Há 50 anos gastaram apenas uns instantes a proferir aquele “Sim”. Mas, para atingir a cor e a textura do Ouro de que hoje se revestem estas Bodas, foi necessário meio século de coexistência feita de muitos caminhos – nem sempre fáceis e serenos – percorridos juntos.
Meio século de palavras e silêncios, beijos e saudades, alegrias e amuos, sustos e surpresas, certezas e incertezas, espaço a mais e a menos, lugares descobertos e por descobrir, viagens esquecidas e inesquecíveis, e tanto – mas tanto! – de um e de outro!...
Aquele tanto que deram e se deram, que todos podem tomar como uma lição de vida, num percurso feito de orgulho e humildade, numa demonstração de trabalho e dignidade e, sem máculas, feito de honestidade, esforço e disponibilidade. Mas tudo e sempre sem renegar as origens!
É toda uma vida numa convivência feliz e construtiva, na riqueza da dedicação e tolerância que sempre tiveram um em relação ao outro, num esforço diário de construção e partilha, sem nunca deixarem de ser imagens de esperança e coragem, sempre com orgulho no Pai e Mãe dos vossos filhos e, no fundo, sabendo sempre transformar os obstáculos em Ouro, qual exemplo de vida.
Agora, que o Verão dos vossos dias começa a refrescar, quase vos deverá parecer que foi ontem... Talvez por isso tenham saudades do futuro!...
Creio que todos farão suas estas singelas palavras.
PARABÉNS!
(Em Abril de 2007, para meus pais)